COISAS & CAUSAS

Um hotel fantasma no Parque das Nações

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por José Ramos e Ramos // julho 29, 2022


Categoria: Opinião

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O Hotel Tivoli Expo – hoje Hotel Tivoli Oriente – esteve durante 11 anos registado como um simples terreno.

O grupo Espírito Santo vendeu o Hotel Tivoli-Expo em Outubro de 2005, como se fosse um terreno, por 33,7 milhões de euros, ao Fundo Imosocial.

Em 2006, o Relatório do Fundo publica foto do edifício, como propriedade do Imosocial, revela o “recebimento” do reembolso de IVA de 4,5 milhões de euros, referente à aquisição do Hotel Tivoli Tejo e que se encontrava a ser reclamado desde 2005”. Um ano antes da compra?

O Hotel Tivoli-Expo tem 23 andares foi inaugurado em 2001. Seis anos mais tarde passa pela Conservatória de Freixo de Espada à Cinta. Dois dias depois por Boticas. Quatro anos depois, por Serpa, onde a notária do negócio GES-Imosocial iniciou funções. Seis meses depois, é a vez de Ferreira do Alentejo, onde uma notária das relações da primeira nasceu.

Em 2011, o Hotel Tivoli apareceu no Fundo Imosocial, um dos sete fundos incluídos no Fundo Select do Grupo Mello.

A Câmara não sabia dos 23 pisos? Houve certidão de habitabilidade? E os certificados obrigatórios de segurança?

O Hotel Tivoli-Expo foi um hotel fantasma, com reconhecimento “complexo” por diversos cartórios notariais, e que merecia a atenção de quem deslinda complexos como o juiz Carlos Alexandre. Para que fiquemos esclarecidos.

José Ramos e Ramos é jornalista (CP 214)


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