‘Os portugueses que tiveram reacções adversas às vacinas covid-19 estão ao abandono’

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Elisabete Tavares|26/12/2024

Mais de 2.100 pessoas assinaram a ‘Petição Por um Programa do Estado Português de Indemnização das Vítimas de Reações Adversas a Vacinas contra a Covid-19’. A autora da iniciativa é a médica cardiologista Teresa Gomes Mota. Em entrevista ao PÁGINA UM, a antiga vogal do conselho de administração da Fundação Portuguesa de Cardiologia alerta que o país está num estado de negação por não reconhecer sequer que existem portugueses que sofreram reacções adversas às vacinas contra a covid-19. Também sublinhou que, nas actuais condições, seria de recomendar que, na hora de vacinarem contra a covid-19, todas as pessoas tivessem acesso aos riscos que incorrem. A cardiologista também deixou fortes críticas à falta de transparência em torno do processo de vacinação contra a covid-19, com o Infarmed a divulgar alguns dados mas sob ordem judicial.



Tem sido uma das vozes em defesa dos direitos das pessoas que sofreram reacções adversas às vacinas contra a covid-19. Teresa Gomes Mota, cardiologista, é agora a autora da ‘Petição Por um Programa do Estado Português de Indemnização das Vítimas de Reações Adversas a Vacinas contra a Covid-19‘.

Para a experiente médica, os portugueses que tiveram reacções adversas às vacinas contra a covid-19 foram deixados ao abandono. Portugal é dos poucos países na Europa sem um programa de indemnização àquelas vítimas.

Teresa Gomes Mota, cardiologista, na sede do PÁGINA UM, em Lisboa. / Foto: PÁGINA UM

Nesta entrevista ao PÁGINA UM, Teresa Gomes Mota destaca que, para já, seria positivo que o país e as autoridades reconhecessem que existem vítimas das vacinas contra a covid. Para a cardiologista, o país está num estado de negação, nem sequer reconhecendo que aquelas vítimas existem.

Por outro lado, também defende que maior transparência em todo o processo de farmacovigilância e criticou o Infarmed, por apenas ter divulgado alguns dados depois de o PÁGINA UM ter avançado com acções na Justiça para aceder a dados do regulador do sector farmacêutico.

Defendeu também a importância de ser dada informação clara aos que decidem tomar as vacinas contra a covid-19, para que possam, verdadeiramente, fazer uma escolha


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